“RETORNO ÀS AULAS: NOVOS MODELOS DE APRENDIZAGEM” – Inovação

Um ano de perdas e ganhos. Um ano para ser lembrado, não esquecido. O ano letivo iniciava segundo planejado. E, de repente, fomos pegos distraídos pela pandemia provocada por um vírus, por nós desconhecido, cujo comportamento não fora até então estudado, levando as escolas a fecharem e buscarem métodos alternativos que assegurassem a continuidade das aulas. Uma nova era se instaurava onde Alunos, Pais e Professores estavam sendo conclamados a aprender juntos.

“Nós seres humanos temos a tendências a nos acomodar, e nos estabilizar até mesmo naquilo que nos é incomodo”. “A educação já anunciava a necessidade de modificação nos modelos, e por isso já possuíamos plataformas e novos currículos digitais”

Maria Helena Marques

 

Segundo o Guia do Ministério da Educação publicado para retorno seguro às aulas: “A pandemia da Covid-19 trouxe consigo desafios para toda a sociedade, causou impactos para as políticas públicas e muitas incertezas em relação aos desdobramentos das políticas de saúde. Na educação, o efeito tempestivo da suspensão das aulas fez com que professores e alunos tivessem que se ajustar rapidamente às novas formas de ensinar e aprender. Nesse contexto, o uso das tecnologias e as aulas remotas emergiram como alternativas para dar seguimento às atividades escolares.

Agora, tanto no Brasil quanto em diferentes países, há um movimento de retomada das aulas presenciais, justificado pela importância da educação escolar para o desenvolvimento intelectual, social e emocional das crianças, dos jovens e das famílias. Nesse sentido, é necessário preparar a comunidade escolar (alunos, professores, gestores, famílias e entorno escolar) para novas práticas a partir das perspectivas científicas sobre os cuidados de prevenção, promoção e reabilitação em saúde.”.

Saúde e Educação – Os 2 grandes eixos da sustentabilidade humana. Pesquisa realizada pela ABED – Associação Brasileira de Educação à Distância, demonstra que, mesmo em cenário pós pandemia, os alunos preferem um modelo que mescle aulas presenciais e remotas, hoje conhecido como “ensino híbrido”. Algo que traga o lúdico e a possibilidade de aplicabilidade do conteúdo em seu projeto de vida. Dentre 2,7 mil estudantes entrevistados, 67% relataram dificuldade em estabelecer uma rotina diária sem distrações, o que dificultou a aprendizagem. Aulas on-line, vídeos, encontros virtuais, materiais  digitais foram algumas das estratégias adotadas para suprir a ausência do contato diário e dar seguimento aos estudos. Entretanto, 72% dos estudantes consideram que a qualidade das aulas remotas piorou quando comparadas ás presenciais.

Para tratar desse relevante tema, sobre o retorno às aulas e seus novos formatos, o Protagonismo Regional em Debate do dia 22 de fevereiro, em seu painel Inovação recebeu Maria Helena Marques, Secretária Adjunta da Secretaria de Educação de Santos, e Luís Vicente Ferreira Doutor em Ciências Sociais e Educação pela PUC-SP, com a apresentação de Lucia Helena Cordeiro.

 

 

EDUCAÇÃO PUBLICA – Para Maria Helena Marques as ferramentas tecnológicas usadas em grande escala hoje já eram conhecidas a bastante tempo, mas que foi necessária uma crise desta proporção para que as habilidades e criatividades presentes nos profissionais fossem colocados a prova. “Nós seres humanos temos a tendências a nos acomodar, e nos estabilizar até mesmo naquilo que nos é incomodo”. “A educação já anunciava a necessidade de modificação nos modelos, e por isso já possuíamos plataformas e novos currículos digitais” afirmou.

 

“Nós estamos no século 21 falando de competências e habilidades, mas isso já era muito comum no Canadá e EUA em 1908”. “O humanismo presente no modelo destes países os levam a usar as tecnologias para pensar e criar espaços que aprendem”

Luís Vicente Ferreira

 

FUTURO – A experiência de outros países foi trazida ao debate por Luís Vicente Ferreira, que destacou suas passagens pelos Canadá, EUA, Portugal, Itália e Finlândia. Ferreira chamou a atenção para a importância da conjunção dos espaços de aprendizagem em paralelo as metodologias, com escolas dotadas de grandes espaços para adequarem as características mais lúdicas de ensino. “Nós estamos no século 21 falando de competências e habilidades, mas isso já era muito comum no Canadá e EUA em 1908” afirmou. “O humanismo presente no modelo destes países os levam a usar as tecnologias para pensar e criar espaços que aprendem” se referendo a arquitetura das escolas e a combinação das tecnologias para o futuro.

PAPEL DA SOCIEDADE –  De acordo com Maria Helena Marques, a colaboração e a comunicação serão duas competências essenciais para a educação do futuro. “Cada escola é um universo, cada família é um universo, e personalizar a relação nos processos de formação será possível usando a tecnologia” destacou.

 Assista ao programa completo

live Protagonismo Regional em Debate, promovido e organizado pelo Movimento Protagonismo Cidadão é transmitido pelo Youtube, Facebook e Instagram todas as segundas feiras, a partir das 20h.

 

Programa de 22 de fevereiro de 2021

Painel INOVAÇÃO

Tema – “RETORNO ÀS AULAS: NOVOS MODELOS DE APRENDIZAGEM”

Apresentação, Lucia Helena Cordeiro

SOBRE OS CONVIDADOS

LUÍS VICENTE FERREIRA Doutor em Ciências Sociais e Educação pela PUC-SP. Mestre e Doutor em Educação, Administração e Comunicação pela UNIMARCO-SP Especialista em Formação Docente pela Universidade de Helsink – Finlândia Especialista em Qualidade da Educação Básica pelo INEAM/Washington-EUA. Estágios em Neurociências, Tecnologia e Educação Infantil – Califórnia – EUA e Itália

 MARIA HELENA MARQUES (HELENINHA) Secretária Adjunta da Secretaria de Educação de Santos,  Pedagoga – Professora com larga experiência na Educação Básica Especialista em Educação Infantil Autora dos Livros: “Escola de Valor” e “Como Educar bons Valores” – Editora Paulus